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Quando pensar que uma lesão de pele é um linfoma cutâneo?

  • Foto do escritor: Equipe Aima
    Equipe Aima
  • 16 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

O linfoma cutâneo é um tipo raro de linfoma não-Hodgkin que se origina na pele a partir dos linfócitos (células de defesa), não sendo considerado um câncer de pele comum. O subtipo mais frequente é o linfoma cutâneo de células T, como a micose fungoide.

Quando pensar em linfoma cutâneo?

Por se manifestar inicialmente na pele, pode ser facilmente confundido com doenças inflamatórias benignas, como eczema ou psoríase. Os sinais mais comuns incluem:

  • Manchas planas ou descamativas: Áreas avermelhadas ou acastanhadas que costumam coçar muito.


  • Placas elevadas: Lesões mais grossas e espessas.

  • Nódulos e tumores: Caroços mais endurecidos que se formam na pele


  • Espessa nas palmas da mão e plantas do pé


  • Descamação da pele


O diagnóstico é desafiador e exige a avaliação de um dermatologista ou hematologista geralmente, baseia-se em exames clínicos, biópsias repetidas da pele e exames de sangue para confirmar se a doença está restrita apenas à pele ou se atingiu outros órgãos. 

A demora do diagnóstico reduz a qualidade do tratamento, aumenta o risco de infecção do paciente e piora a qualidade de vida.


O tratamento do Linfoma cutâneo com a fotoaférese:


A Fotoferese Extracorpórea (FEC) é uma modalidade de tratamento imunomoduladora utilizada no tratamento de linfomas cutâneos de células, especificamente para formas a Síndrome de Sézary e alguns casos Micose Fungoide. Ela age como uma terapia sistêmica que trata o sangue, sendo considerada segura e com baixos índices de efeitos colaterais. 

Mecanismo de Ação

O processo baseia-se na destruição seletiva de células tumorais e na estimulação do sistema imunológico, dentro de um equipamento. Primeiro ocorre a coleta de linfócitos do paciente são separados pelo equipamento de aférese, tratados com um agente fotossensibilizante (8-metoxipsoraleno) e expostos à radiação UVA.  Que leva a Morte Celular das células tumorais. A combinação de UVA e 8-metoxipsoraleno danifica o DNA das células T ativadas (incluindo as cancerígenas). Além disso as células tratadas e mortas são reinfundidas no paciente, fazendo que o sistema imunológico reconhece essas células, o que induz a produção de anticorpos e estimula linfócitos bons contra os as células do linfoma.

Benefícios

  • Alta Taxa de Resposta

  • Tratamento Sistêmico Pouco Agressivo: Diferente da quimioterapia convencional, a fotoferese tem baixo risco de toxicidade sistêmica, queda de cabelo ou infecções graves.

  • Melhora da Qualidade de Vida: Eficaz na redução das lesões cutâneas e da coceira (prurido) em formas avançadas.

  • Ação de Longo Prazo: Pode induzir remissões duradouras 


Riscos e Efeitos Colaterais

A fotoferese é considerada um tratamento muito bem tolerado.

  • Efeitos Imediatos: Risco mínimo de hipotensão durante o procedimento de aférese e queimadura por sol, por isso é recomendado não se expor ao sol nas 48 horas após o procedimento.

  • Alguns pacientes podem não ter veias calibrosas suficientes para a realização do procedimento, sendo necessário a colocação de cateteres nas veias profundas 


Em Minas Gerais, a fotoaférese extracorpórea está disponível na Clínica AIMA, sob responsabilidade da Dra. Samila Santana, hematologista e hemoterapeuta da Fundação Hemominas e Hospital das Clinicas da UFMG.


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