Mielograma e biópsia de medula: entenda cada exame
- Equipe Aima

- 10 de fev.
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Na prática clínica da hematologia, para diagnóstico de doenças hematológicas, o aspirado e a biópsia de medula óssea são procedimentos muito comuns, na maioria das vezes, são realizados em conjunto durante o mesmo procedimento.
O mielograma é a aspiração de uma amostra líquida da medula óssea, realizado com uma agulha especial, estéril, é inserida no osso (geralmente na crista ilíaca posterior superior em adultos) e uma pequena quantidade de medula óssea líquida é aspirada para uma seringa e espalhado uma camada fina de medula. Essa medula é deixada secar, corada e um médico hematologista ou patologista clinico realiza a análise de 500 células e emite um laudo. O Mielograma permite a avaliação detalhada da aparência e proporções dos diferentes tipos de células produtoras do sangue, identificando alterações na sua forma, a presença de células anormais e parasitas que infiltram a medula óssea. É um exame rápido, permite a coleta de medula óssea para realização de diversos exames laboratoriais de genéticas, biologia molecular e imunofenotipagem, mas não avalia a arquitetura tecidual da medula óssea.
A biópsia de medula óssea é a obtenção de um pequeno fragmento de tecido ósseo e medular no qual se utiliza uma agulha de biópsia com calibre maior para remover um pequeno pedaço cilíndrico do osso e da medula óssea, geralmente do mesmo local do mielograma. Dessa forma consegue avaliar a organização das células e outros componentes da medula óssea, a presença de agregados celulares anormais ou infiltrados. Por isso é ideal para avaliar a celularidade global, essencial para os diagnósticos de anemia aplásica (medula óssea com poucas células produtoras de sangue, ou as síndromes mieloproliferativas (medula com muitos componentes celulares. Além disso consegue detectar fibrose, infiltrado por outras células não hematopoiética, como metástases tumorais ou células de doenças de depósito, e também infiltrados linfomatosos ou granulomatosos. Permite colorações, que por sua vez permite avaliar depósitos anormais de proteínas (como amiloide), realiza separação das linhagens do sangue de forma eficiente, fornecendo dados cruciais para o diagnóstico diferencial de linfomas e outros tumores. Mas é um exame mais demorado, pois exige várias etapas/técnicas.
Os pacientes geralmente ficam receosos com a necessidade de fazer o procedimento pelo desconhecimento e também pela dor. Aqui na clínica AIMA realizamos o procedimento com anestesia local eficiente (anestesia pele até osso) e para quem é ansioso e não deseja lembrar desse procedimento, podemos realizar o procedimento com sedação venosa, sob acompanhamento de um anestesista.
A combinação das informações geradas pelo medula coletada para a realização do mielograma, exames complementares e biopsia possibilitam um diagnóstico muito mais preciso e completo de uma vasta gama de doenças hematológicas, por isso geralmente são exames complementares.



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