Parkinson: o que acontece com o cérebro e como a medicina pode ajudar
- Equipe Aima
- 5 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

A doença de Parkinson é uma das doenças neurodegenerativas mais comuns na população. Afeta principalmente os idosos e é causada por uma complexa alteração do funcionamento cerebral que acarreta a redução nos níveis de dopamina - um neurotransmissor. A dopamina é importante para muitas de nossas funções cerebrais no dia-a-dia, como os movimentos corporais, o humor, a memória, o sono e a cognição.
Os sintomas mais comuns da doença são: tremor, lentificação dos movimentos e rigidez das articulações. Inicialmente acometem apenas um lado do corpo, posteriormente progredindo para o outro lado, porém quase sempre mantendo algum grau de assimetria. Quando acomete os membros inferiores pode ocorrer de a pessoa passar a andar arrastando os pés ou com passos muito curtos. Com a evolução da doença a pessoa pode passar a andar com o tronco inclinado para frente e ter dificuldade com movimentos finos das mãos. No idoso, após muitos anos de doença pode ocorrer piora cognitiva, gerando um quadro semelhante à demência de Alzheimer.
O diagnóstico precoce é importante, pois o tratamento melhora quase completamente os sintomas nos primeiros anos da doença. Além disso, como a neurodegeneração progride com o tempo, iniciar uma rotina de exercícios físicos, treinamento postural e de força muscular é de extrema importância para manter a funcionalidade e a independência da pessoa com doença de Parkinson.
É muito comum que, diante de um idoso com sintomas de doença de Parkinson, os familiares pensem que estes sintomas se devam ao envelhecimento normal, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento. Nesses casos é muito importante uma avaliação médica. Os profissionais mais indicados são o Geriatra ou o Neurologista. Não é natural do envelhecimento passar a apresentar tremor, rigidez ou lentificação grave dos movimentos.



